
Folha crítica “The Beginning”
A edição de hoje da Folha de São Paulo trás uma crítica ao novo álbum do Black Eyed Peas. Confira a matéria:
Com mesmos ingredientes, Black Eyed Peas erra mão.
Sexto disco do quarteto mostra esgotamento da fórmula que fez hits.
A Dance Music vive um bom momento comercial e criativo nos últimos anos, e o Black Eyed Peas é um dos pontos de lança no gênero, logo atrás de Lady Gaga.
O quarteto Californiano chegou ao seu ápice com dois discos de grande sucesso, em sequência – ”Monkey Business”, de 2005, puxado pelo hit “My Humps”, e “The E.N.D.”, de 2009, catapultado por “I Gotta Feeling’.
O problema é que, após chegar ao topo, resta a descida – e a julgar por seu novo CD, “The Beginning”, o Black Eyed Peas já começou seu caminho ladeira abaixo.
No seu sexto álbum, a banda segue as fórmulas que funcionaram antes para criar música eletrônica para as pistas e rádios, mas não crava um hit grudento como seus anteriores e erra mais do que acerta nas 12 faixas.
Hits alheios e Guetta:
Na busca pela batida perfeita, o BEP voltou a trabalhar com o DJ e produtor David Guetta (o responsável por “I Gotta Feeling”), e a única música do disco que tem sua produção – “The Best One Yes (The Boy)” – Faz jus ao título: é a melhor música até então (e olha que é a décima faixa).
Outra muleta que a banda recorre são os samples de sucessos antigos.
O clássico dance “Give It Up” (KC & The Sunshine Band) é citado em “Love you long time”; “The Time”, que a banda mostrou nos shows brasileiros, tem a base e o refrão da oscarizada “(I’ve had) The Time Of My Life” (do filme “Dirty Dancing”).
Há ainda duas ou três canções feitas para destacar a loira Fergie, como “Whenever”, uma balada acústica intercalada com batidas eletrônicas, altamente radiofônica.
As letras seguem o esquema padrão: clima “a vida é uma festa”, promessas de amor de noitada, corinhos de “eh, oh” (de olho nas plateias dos shows) e a autocongratulação dos rappers, a cargo de Will.i.am, o líder.
Música para pistas:
Como todo CD de Dance Music comercial, “The Beginning” não foi feito para ser ouvido de cabo a rabo, de uma única vez – fazê-lo só reforça a sensação de repetição entre as faixas.
Mais do que um conjunto como unidade, o disco é um ajuntamento de músicas individuais feitas como trilha de noitada. Se uma ou duas canções virarem hits, o CD cumpre seu propósito.
Sobre essa ótica, então, o Black Eyed Peas entrega o que seus fãs esperam. Mas o faz de forma bem menos inspirada do que antes.
Avaliação: Regular
Na mesma edição o jornal também avalia CDS de artistas que concorrem diretamente nas vendas de álbuns com o BEP. O novo disco de Rihanna e do seriado Glee receberam apenas 2 estrelas. Clique aqui e aqui para ver os scans da matéria.
- Vale Lembrar que o The Beginning foi o CD mais vendido do brasil na última semana, de acordo com o Hot 100 Brasil
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